Sei que muitas pessoas não sabem dessa história da minha vida,mas minha mãe biológica me deu para essa família com 5 dias de nascido. Pois ela teve depressão pós parto. Queria me enterrar vivo,pelo menos é isso que me contaram.
Ai o dia que ela foi fazer isso,minha irmã dessa família actual não a deixou fazer essa maldade,interrompendo-a, levando-me para a casa da minha mãe que me cria desde esse momento (minha mãe verdadeira,pois MÃE é a que cria,e não a que traz ao mundo)
Isso tudo ocorreu em uma cidade lá na Paraíba,onde eu nasci e morei até os 10 anos de idade. Quando o fato ditado ocorreu rapidamente minha irmã me levou para a casa da minha MÃE,e ela resolveu colocar o sobrenome dela no meu registro. Me "adotar". E foi isso que ela fez,me registrou com o nome dela e do meu pai.
Os anos se passaram,e aos meus 3 anos lembro que ela começava a falar disso pra mim,para que eu pudesse entender desde pequeno,ou seja, que eu tenho uma mãe de sangue. Ela ia até me visitar as vezes,mas nunca gostei dela sabem...e eu já entendia.
Sempre fui feliz com essa família,mais os anos se passando,e algumas coisas foram mudando. Meu pai começava a ficar estranho comigo. Me tratar diferente,—para que vocês possam entender,ele é daquelas pessoas arrogantes,que acham que sempre estão certos —,com muita arrogância.
Naquela época eu só estudava,devia ta com uns 6 anos. Mais a situação era difícil,nessa época meus irmão trabalhavam por que haviam interrompido os estudos,e somente eu estudava.
Eles trabalhavam na lavoura (com meu pai),e casa de família. O trabalho pesado ficava com meus irmãos, e o de casa de família com minhas irmãs. E eu na escola ...
Minha mãe tipo apostou em mim de ter um futuro melhor,e dar um futuro melhor. E eu assistindo e vivendo aquela situação me dedicava aos estudos. Sempre procurava tentar ser um ótimo aluno,não decepcionando os professores e funcionários,para que tais não chamassem a atenção da minha mãe na escola por motivos bobos.
Tentava sempre buscar meus objetivos,mas meu pai ignorante do jeito que ele é, queria que eu ajudasse meus irmão em tarefas do sitio dele,e minha mãe sempre falando que não! Querendo que eu me dedicasse aos estudos. E era isso que eu fazia. Estudava ...estudava e estudava.
O velho (meu pai),recebeu uma proposta para trabalhar na região sudeste na área que atualmente conhecemos como construção civil ... ele veio pro RJ, e sempre mandava dinheiro pra minha mãe e para nos criar ... Com o tempo passando meus irmãos foram crescendo,e encontrando seus destinos...dando jeito em suas vidas...se casando,morando junto,e eu por ser o mais sou o mais novo,só me dedicando aos estudos.
Por fim só restou eu e um dos meus irmãos morando com minha mãe. O restante estavam tudo aqui no RJ.
Aos meus 9 anos vim a passeio no RJ,e depois de 2 meses voltei para a PB.
Depois disso o meu outro irmão foi morar e trabalhar aqui no RJ, eu fiquei mais um tempo na PB.
Exatamente,em Setembro de 1998,quando eu estava com 10 anos, houve a oportunidade de todos virem morar aqui no RJ,e eu só me dedicando aos estudos. Não trabalhava. E o velho(meu pai) como sempre,pressionando minha mãe para que ela me colocasse pra fazer algo além de estudar,e ela sempre falando que não. Querendo que eu só ficasse com cabeça para os estudos.
Eu fiquei nessa até meu 1º ano do E.M. Ela nunca deixou faltar nada,nunca passamos necessidades,tinha vezes de um apertinho básico,mas passar fome nunca,porque ela sempre batalhou por isso. O que ela não deu pros filhos dela, deu pra mim.
Sempre valorizei ao máximo isso,ai fui crescendo ... pensando nos romances me apaixonei por uma garota. Desde criança lembro ter tido atração por homem.
Eu era todo estranho,desde os 4 anos usava óculos,era todo feioso. Tudo bem que hoje em dia sou estranho,mas já fui mais. Sempre fui muito zoado. Caçoavam demais por causa disso,no começo doía por sempre encarnarem em mim,mas depois fui me acostumando,pois já estava fazendo parte do meu cotidiano,enfim,no meu 2º ano do E.M começou tudo.
A pressão do velho continuava, e eu sentindo aquilo ficava triste pela minha mãe.
Poxa! Ela aguentando tudo sozinha por minha causa: era pressão dele,pressão da escola,pressão na minha cabeça, em paradas de romances que nunca aconteceram. Tudo isso foi se juntando,e aos meus 17 anos entrei em depressão. Tinha várias crises E eu mudei ... de um menino calmo...para um menino agressivo.
Me estressava a toa,chorava a toa. Era estranho passar por tudo isso. Tudo foi se agravando.
Teve uma vez que discuti com minha irmã,agredi ela,e ela também me agrediu. Poxa! Logo minha irmã que eu me dava melhor, a qual eu era mais apegado sabem.
Com todo esse alvoroço eles chamaram os bombeiros ,mas quando eu estava nesse estado nem entendia,nem raciocinava. Depois que os bombeiros chegaram,vi que eles vieram com corda e tudo dispostos a me levarem amarrado! Quando vi aquilo fiquei logo quieto e assustado,então me levaram,mas não amarrado,pois fui por vontade própria.
Adivinhem quem foi junto? Exatamente o velho e minha mãe biológica,ele já foi disposto a me deixar num hospital de maluco --' . Ele fez a minha ficha,mas não fiquei. Eles falavam que eu tava normal,que só era uma fase rebelde de um adolescente,e nunca davam um diagnóstico preciso.
Eu só tinha crise quando me aborreciam. Quando voltei para casa os dias foram se passando,e a cada dia que passava as coisas iam se agravando,e quem sofria com isso tudo era minha mãe com todos esses problemas,eu havia interrompido os estudos. Não tinha vontade de fazer mais nada. Ficava vegetando em casa. Lembro que quando alguns amigos iam me visitar eu só sabia chorar,parecia que eu estava em outro mundo,não conseguia falar,e quando eu ficava em crise ficava todo elétrico. Mais resumindo. Ainda aos meus 17 anos,depois de eu ter brigado com minha irmã e eu ter voltado do hospital,onde achavam que eu ia ficar e não fiquei,tiveram a ideia de me mandarem em uma viagem para eu passar as férias de fim de ano. A crise toda ocorreu em Setembro de 2005,e em Dezembro de 2005 fizeram eu fazer a tal viagem. Minha mãe tentando me proteger concordou com tudo,achando que eu tava precisando relaxar. Lembro que no dia que fui viajar o velho falou várias paradas,disse que era pra eu fazer a vida na PB e ficar por lá mesmo.Então me mandaram para a PB,fiquei lá menos de um mês,voltei pro RJ em Janeiro de 2006—para a ira do velho —,haha.
Eles viram que não adiantou de nada a tal viagem,então o velho fez de tudo para me internar. Depois de tantas tentativas o velho finalmente conseguiu o que queria. Me internaram num hospital de adolescentes em recuperação psicológica. Hospital Nice da Silveira,em Engenho de dentro. E ele conseguiu se livrar de mim e me ver longe da família. Fiquei la meses ... 4 longos meses.
Me sentia péssimo naquele lugar,tinha 2 dias de visitas por semana. Minha mãe ia as vezes me visitar,ela não ia sempre,pois se sentia mal. Ela sofre de hipertensão e me ver naquele estado deixava ela abatida. O velho ia as vezes,sempre falando as mesmas coisas: que quando me recuperasse era pra eu fazer minha vida blábláblá...
Tinhas vezes que eu via os pacientes com visitas e ninguém lá pra me ver,pois nem sempre iam me visitar.
Poxa! Eu chorava muito =[ ... passei o pior 15 de Março da minha vida,meus 18 anos lá naquela pocilga,aquele lugar asqueroso. Lembro que minha mãe biólogica levou uma torta e uns refrigerantes...e comemorei lá. Naquele ótimo lugar para uma festa de aniversário ¬¬.
Depois de um mês do meu aniversário chegou o tão esperado dia. Sai de lá em Abril de 2006. E foi virada mais uma vez mais uma página ruim da minha vida.
Fiquei fazendo tratamento psicológico com uma médica que consultava os pacientes naquele hospital horrível. A Dr.ª Tatiana Padula.
Minha mãe gastava muito dinheiro com as consultas,com os remédios, gastando todas as economias dela. Esse tratamento teria duração de 5 anos,acabaria em 2010 Outubro exatamente,e foi isso que aconteceu ,já acabou graças a DEUS. Dia 04 desse mês foi minha última consulta.
Finalmente agora posso beber,zoar com os amigos. Agora toda vez que saio bebo,pois antes por causa desse maldito remédio não podia,e eu ficava todo sem graça,quando me ofereciam antes e eu recusava falando que eu não bebia,mas nunca falava o porque disso.
Mais voltando ao assunto familiar,o velho sempre era o alvo,ele é a causa principal dos meus problemas,ele nunca me teve como filho,percebo isso até hoje,pois quando tem discussão aqui em casa,ele fala que vai levar todos os filhos dele,excluindo a mim. Ai aos meus 18 anos parei de falar com ele, e ele também.
Imaginem essa situação : nós moramos na mesma casa e nessa "putaria". No começo eu até ligava. Atualmente nem ligo mais,ele é uma pessoa morta para mim,a cada dia que passa,cresce cada vez mais meu ódio por ele,e sempre que ele pode faz algo contra mim. Coisa boba mais que dar ódio. Cada dia que passa se torna mais difícil a convivência com ele,mas tô aguentando o máximo que eu consigo.